Drogas para a esquizofrenia Medicamentos usados ...

Cloropromazina

A cloropromazina é uma fenotiazina alifática. As fenotiazinas são conhecidas por ativar seus efeitos antipsicóticos e antieméticos na interferência nas vias dopaminérgicas centrais nas áreas quimiorreceptoras gatilho mesolímbicos e medulares do cérebro, respectivamente. Efeitos colaterais extrapiramidais são resultado da interação com vias dopaminérgicas dos gânglios basais. Embora freqüentemente chamados bloqueadores de dopamina, o mecanismo exato da interferência dopaminérgica responsável pela atividade antipsicótica da droga não foi determinado.


As fenotiazinas alifáticas são altamente sedativas, principalmente no início do tratamento, desenvolvendo-se posteriormente uma tolerância. A cloropromazina tem forte atividade alfa-adrenérgica bloqueadora e pode causar hipotensão ortostática. A clopromazina tem moderada atividade anticolinérgica manifestada como boca seca, visão embaçada, retenção urinária e constipação ocasionais.

A cloropromazina aumenta a secreção de prolactina devido à sua ação bloqueadora nos receptores de dopamina na pituitária e no hipotálamo. Podem ocorrer galactorréia e ginecomastia.

Clozapina


A clozapina, dibenzodiazepina, é uma droga antipsicótica atípica porque seu perfil de ligação aos receptores de dopamina e seus efeitos sobre vários comportamentos mediados pela dopamina diferem dos de outros antipsicóticos. A clozapina exerce forte atividade anticolinérgica, adrenolítica, antihistamínica e antiserotoninérgica.

Em raras ocasiões os pacientes podem manifestar uma intensificação da atividade sonhadora durante a terapia. Descobriu-se que a fase REM é aumentada para até 85% do tempo total de sono.

A clozapina é indicada unicamente à pacientes que apresentam intolerância ou não respondem ao tratamento com antipsicóticos convencionais, devido ao seu forte poder agranulocitocítico.

Haloperidol (Haldol)


O haloperidol é uma butiroferona derivada com propriedades antipsicóticas consideradas particularmente efetivas no controle da hiperatividade, agitação e mania. O mecanismo de ação do haloperidol foi atribuído à inibição do mecanismo de transporte de monoaminas cerebrais, particularmente pelo bloqueio da transmissão de impulsos em neurônios dopaminérgicos. 


Risperidona


A risperidona (Risperdal) é um bloqueador de receptores de dopamina que mostrou regular superioridade de benefícios em comparação com os antipsicóticos. Assim como a clozapina, a risperidona pode ter um efeito benéfico nos sintomas negativos. A risperidona também pode melhorar a memória de trabalho verbal, um problema comum em esquizofrênicos. Em geral, tem poucos efeitos extra-piramidais, embora podendo ocorrer em doses mais altas. Os efeitos colaterais comuns incluem a insônia, ganho de peso e vertigem.


Olanzapina


A olanzapina (Zyprexa) pode ser mais eficiente no bloqueio da serotonina e neurotransmissores de dopamina, do que a clozapina, a que tem um risco maior para diminuição para confiscações e agranulocitoses. Os estudos indicam que pelo menos é eficiente para os sintomas agudos e possívelmente mais eficiente para os negativos do que neurolépticos típicos e que possuem um risco menor para causar sintomas extrapiramidais. A droga pode também ser benéfica para pacientes que não respondem às drogas neurolépticas. Um novo estudo sugere que a olanzapina também pode ser mais eficiente que a risperidona, particulamente na resposta para os sintomas negativos, mas ainda é necessário mais pesquisas para confirmação dos resultados. Assim como a risperidona, a olanzapina pode causar insônia, ganho de peso e vertigem. Outras drogas atípicas são a Ziprasidona e quetiapina (Seroquel - não encontrei no Vade-mécum - Brasil) que são promessas de novas drogas. A ziprasidona, que afeta a serotonina assim como a dopamina, também pode melhorar os sintomas negativos com efeitos colaterais extrapiramidais limitados. A aripiprazola e iloperidona são outras drogas atípicas em desenvolvimento. 


Efeitos Colaterais da Medicação contra Esquizofrenia ...


Síndrome Maligna Neuroléptica


As características principais da SMN são hiperpirexia, rigidez muscular, status mental alterado (incluindo sinais catatônicos) e instabilidade autonômica (pulso irregular ou pressão sangüínea instável). Adicionalmente, podemos ter elevado CPK, mioglobinúria e falência renal aguda. A SMN é rara mas potencialmente fatal e, portanto, requere um tratamento sintomático suporte. A interrupção imediata do tratamento neuroléptico é obrigatória.


Discinesia Tardia


Uma síndrome consistindo de movimentos discinéticos involuntários e potencialmente irreversíveis pode desenvolver-se em pacientes tratados com drogas antipsicóticas convencionais. Embora a prevalência de discinesia tardia com antipsicóticos convencionais parece ser maior entre os idosos, especialmente mulheres idosas, é impossível basear-se em estimativas de prevalência para predizer, no início do tratamento, quais pacientes estão propensos a desenvolver a síndrome.


Agranulocitose


É definido como uma contagem de granulócitos abaixo de 500/mm(3).


O tratamento dos efeitos colaterais extrapiramidais


Em geral, os efeitos colaterais extrapiramidais decorrentes das drogas neurolépticas são tratados de início, pelo médico, reduzindo a dosagem ou receitando um interruptor, droga atípica. Os efeitos extrapiramidais podem realmente assemelhar-se aos da doença de Parkinson (ocasionado por baixos níveis de dopamina), e então o médico pode prescrever drogas anticolinérgica e anti-parkinsoniana que aumentam os níveis de dopamina, ajudando a restaurar o equilíbrio. Entre os anticolinérgicos mais comuns utilizados, são o cloridrato de triexifenidila 2 ou 5 mg (Artane, Triexidyl), cloridrato de de biperideno 2 e 4 mg ampola com solução injetável, 1ml contendo lactato de biperideno 5m IM ou IV (Cinetol, Akineton) e benzotropina (não encontrei nome comercial desta droga no Vade-mécun, entretanto adicionei o cloridrato de biperideno - Akineton, comumente utilizado no Brasil). Algumas destas drogas também podem ser úteis quando administradas a sintomas negativos da esquizofrenia. O uso de anticolinérgicos, entretanto, aumenta o custo e complica o equilíbrio de sérios efeitos colaterais. Comumente causam secura na boca podendo ocorrer náuseas, visão turva, índice aumentado de batimentos cardíacos, constipação e retenção urinária em homens com aumento prostático. Os portadores de glaucoma devem utilizar estas drogas cautelosamente. Os anticolinérgicos podem causar problemas mentais significativos, incluindo perda de memória, confusão e alucinações, semelhantes aos sintomas da esquizofrenia. Elas também reagem com o álcool e anti-histamínicos. A maioria dos especialistas opõe-se ao uso de rotina de drogas antiparkisonianas para a esquizofrenia e os recomenda somente para pacientes que não podem ser controlados regularmente e para quem necessita de altas doses de antipsicóticos e correm grande risco para os efeitos colaterais desta. Os especialistas recomendam sua retirada após três ou quatro meses, se possível. Se os sintomas persistirem, as drogam podem ser substituídas. Deve ser anotado que a retirada dos anticolinérgicos podem causar depressão e exacerbar a esquizofrenia.


IMPORTANTE
  •  Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. 
  • As informações disponíveis no blog de Campos possuem apenas caráter educativo.



Possessão: Esquizofrenia, obsessão e ignorância


Anneliese Michel, uma garota alemã conhecida de poucos por ter sido “possuída”, mas cuja história deu origem a um filme lançado em 2005, supostamente baseado em fatos reais e com o título de “O Exorcismo de Emily Rose” (conhecido por muitos). Como tudo na vida, uma coisa leva a outra, mas sempre por um caminho que passa por longe da razão.
E o que é essa tal de razão afinal? Muitos dizem que na verdade ela nunca existiu, outros falam que ela é apenas tímida. Mas de uma coisa temos certeza: é difícil encontra-la por aí, dando bobeira. É certo que ela tem seus motivos. Quem não sentiria vergonha de aparecer ao lado de seres como nós? Mitologicamente inteligentes e desconcertantemente ignorantes.
Mas antes que eu comece a comprometer essa minha amiga em particular, vamos voltar a Anneliese, que mesmo hoje em dia consegue impressionar muita gente com suas fotos de olho inchado e seus audios com a voz grossa.
Quando essa moça já estava muito mal, ela “viu” a virgem Maria em um sonho. Neste, ela lhe ofereceu a oportunidade de se livrar dessa “maldição” ou continuar com ela até morrer e servir de exemplo para as pessoas que não levam a religião mais a sério hoje em dia.
Apesar de pouco conveninete para ela como pessoa física, e deveras interessante para a Igreja como instituição, a própria escolheu a segunda opção. Mas todo esse conto esconde fatos.
Para a maioria das pessoas, é muito fácil aceitar de primeira esse papinho de deus, diabo e tudo o mais. Mas para aqueles que tem um pouquinho mais de curiosidade, podemos nos aprofundar mais nessa “estoria” e tentar absorver mais informações do que a igreja gostaria que soubéssemos (viva a internet!).
Pra começar, os padres que fizeram o exorcismo da Anneliese foram condenados a seis meses de prisão efetiva, e 3 anos de pena suspensa (ops!).
Antes do início do processo, os pais de Anneliese solicitaram às autoridades locais uma permissão para exumar os restos mortais de sua filha. E adivinha o porque? Eles fizeram esta solicitação em virtude de terem recebido uma mensagem de uma freira carmelita do distrito de Allgaeu, no sudoeste da Baviera. A freira relatou aos pais da jovem que teria tido uma visão na qual o corpo de Anneliese ainda estaria intacto ou incorrupto, e que esta seria a prova definitiva do caráter sobrenatural dos fatos ocorridos. O motivo oficial que foi dado às autoridades foi o de que Anneliese tinha sido sepultada às pressas em um sarcófago precário.
Mas como todos os religiosos, a irmã estava errada. Os relatórios oficiais, divulgaram que o corpo já estava em avançado estado de decomposição. As fotos que foram tiradas durante a exumação jamais foram divulgadas. Os pais e os padres exorcistas foram desencorajados a ver os restos mortais de Anneliese. O padre Arnold Renz mais tarde afirmou que teria sido, inclusive, advertido a não entrar no mortuário.
Anneliese Michel era de uma família extremamente católica, três das suas tias eram freiras e seu pai tinha considerado a ingressão num seminário. Mas a mãe de Annelise tinha cometido um “deslize” na juventude e dado à luz uma filha ilegítma, Martha, em 1948. Por essa razão casou-se com o devoto Josef Michel usando um véu negro e, praticamente desde que nasceu, em 1952, Anneliese carregou a culpa da ilegitimidade da irmã. Ilegitimidade que foi encorajada a compensar com constante devoção e orações. A irmã morreu com oito anos e certamente que o ambiente familiar de fanatismo religioso propiciou um sentimento de culpa crescente na jovem Anneliese, e uma necessidade de expiação dos pecados não só da mãe, mas igualmente da “imoralidade” que via à sua volta, nos anos sessenta.
Ela também era epiléptica. E você sabe o fatores que catacterizam a epilepsia meu caro leitor? Epilepsia é uma alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível, que produz manifestações motoras, sensitivas, sensoriais, psíquicas ou neurovegetativas (disritmia cerebral paroxística). Os seus sintomas, para além da já diagnosticada epilepsia, sugerem que ela sofria de esquizofrenia, ambas doenças perfeitamente tratáveis na época (ignorância wins!).
O que de fato potencializou todos esses sintomas que foram diagnosticados na época por especialistas, foram as obsessões religiosas.
Em 1968, com 17 anos, Anneliese teve os primeiros episódios de convulsões e foi diagnosticada com epilepsia. Mas o sentimento de culpa pelos “pecados” alheios aliado ao ambiente familiar (doentiamente) católico propiciaram que Anneliese experienciasse alucinações demoníacas quando rezava. Em 1973, data em que foi estreado o filme “O exorcista”, sofria de depressão severa e considerava suicídio, uma vez que “vozes” na sua cabeça lhe anunciaram que estava amaldiçoada.
Eu queria saber porque nunca vi nenhum ateu sendo “possuído”. =o
Certamente que a estreia do filme a sugestionou. Pouco depois ela começou a apresentar comportamentos bizarros, muito semelhantes aos de Linda Blair, a Regan no “Exorcista”. Em 1975 Anneliese estava tão convencida da sua possessão por demónios sortidos, possessão confirmada pelos dois prelados católicos, Arnold Renz e Ernst Alt, que identificaram, entre outros, Lúcifer, Judas, Nero, Caim e Adolf Hitler, que recusou qualquer prescrição médica ou tratamento da Clínica Psiquiátrica de Wurzburg.
Eu diria mais, que além de esquizofrenia, ela poderia até mesmo ter dupla personalidade, uma seria a Anneliese, e a outra o “demônio”. Sem contar a lavagem cerebral que essa garota sofreu pela religião, que com certeza foi o que a fez considerar um tratamento médico do século dezesseis, que eram os exorcismos realizados de acordo com o manual de exorcismo então em vigor, o Rituale Romanum de 1614. E todos os fatos relatados aqui se passam depois da renascença!
Posteriormente a toda essa confusão de padres sendo presos e tudo o mais, uma comissão da Conferência dos Bispos Alemães declarou que Anneliese Michel não tinha estado possessa, o que foi considerado por muitos como um ato de autopreservação da Igreja Católica.
A verdade é que estamos longe de uma era da razão, e tudo o que impede nosso avanço é essa maldita religião, que sempre esteve aqui única e exclusivamente para limitar nossa liberdade intelectual a fim de ter o controle das pessoas. Mas infelizmente, pior são as próprias pessoas que permitem isto. Não vivemos mais na era da inquisição.
E antes que alguém me discrimine por ser ateu, digo que todos já fomos ateus um dia, ninguém nasce com fé em deus, isso é lavagem cerebral. Se eu pegasse uma revista do super-homem e lhe dissesse desde criança que aquilo era a verdade, o caminho e a vida, seria nisso que você iria acreditar hoje em dia.
Mas também não digo que você não precisa ter fé no que você acredita, até porque a religião não é dona da fé, ela apenas se apossou dela, como de tantas outras coisas em nossa história.
Anneliese Michel estava doente e não foi ao medico, foi a Igreja. Veja o que aconteceu com ela. E você, quando fica doente, vai aonde?
Mas afinal, quem sou eu pra dizer alguma coisa? A religião sempre esteve certa sobre tudo. Nunca disse uma inverdade em toda sua existência, é incrível como eles estão sempre certos. Não é possível que essa história de um tal de deus não seja verdadeira. Afinal, O Sol gira em torno da terra; o mundo é quadrado; Jesus é um herege; Jesus é um santo; Essa bíblia ta estranha, vamos editar e fazer um novo testamento; Não use camisinha; O mundo tem 12 mil anos, etc, etc, etc…

Pastores e padres negam doença mental de seguidores


pregando

Um estudo com membros instituições cristãs que abordaram suas igrejas com problemas pessoais, ou de um membro da família, com doença mentaldiagnosticada descobriu que 32% ouviram seu pastor ou padre dizer que não tinham problemas mentais.
Segundo eles o problema era unicamente de natureza espiritual.
Outros estudos também descobriram que os clérigos, e não profissionais da área mental como psicólogos e psiquiatras, são as fontes mais comuns de busca por ajuda em tempos de agonia psicológica.
“O resultados são perturbadores, pois sugerem que indivíduos das igrejas locais estão negando ou desconsiderando um grande percentual de diagnósticos de saúde mental”, disse Matthew Stanford, o coordenador do estudo realizado na Universidade Baylor, nos EUA.
Segundo Matthew as pessoas correm um grande perigo, pois além de ouvirem que não tem uma doença mental lhes dizem para pararem de tomar seus medicamentos.
O estudo também descobriu que a mulher tem mais chance do que homens de ter seudistúrbio mental desconsiderados pela igreja.
Todos os 293 participantes do estudo haviam sido diagnosticados anteriormente por um profissional da saúde mental como portador de uma séria doença mental comotranstorno bipolar e esquizofrenia, antes de buscarem ajuda na igreja.